DEAD FISH

30jan12

É gente, ontem eu fui no show do Dead Fish! (:
E foi uma amostra de como eu disse que seria esse ano: (anota pra não esquecer) 2012 VAI SER INSANO.

 

Sentirei falta de todos vocês
Sabíamos que tudo tem
Um fim
Seremos homens melhores
Onde estivermos
O mundo é que está errado!

 

Começou umas três semanas atrás quando o Alex  me disse que teria Dead Fish em São Carlos e que o show seria de graça!
Na hora eu já pirei e já comecei a ver os esquemas pra alugar uma van.
Mas no começo acho que ninguém botou muita fé em mim, porque eu fiquei sem receber de quase ninguém até faltar 1 dia pro show.
Enfim, tudo certo, colocamos 17 negos na van e fomos pra São Carlos ao som do dvd do Dance of Days – eu, o Teago, o Dirceu e o Gui fazíamos uns bate-cabeça  no fundo da van e eu descobri que eu tava precisando mesmo fazer alguma coisa nesse estilo.

Mas deixa eu voltar um pouco.

No sábado eu tinha ido dormir às 2 pra levantar às 4.  Mas tinha um bom motivo: fui ter um dia bem louco em Olímpia! E foi da hora pra cacete! A gente foi em 2 carros, o Renan foi dirigindo e deixa eu dizer: a vida – devezemquando – é bonita pra caralho. É sério isso, acredita em mim.
E lá foi foda demais! Eu, com meu gigantesco pavor de altura, desci do tobogã mais alto e sai realizado, mesmo ainda sentindo as minhas pernas tremendo..
Mas foi foda, e eu me esforcei pra aproveitar cada segundo e acho que consegui. ^^

Mesmo o tempo estando meio nublado, todos nós acabamos voltando meio queimados pra casa e no carro eu já pensei: isso vai doer no show amanhã. – infelizmente essa porra era minha sina.

Voltando ao show, como previsto chegamos um pouco cedo demais..

Mas foi bom, porque enquanto morgávamos por lá, o Rodrigo (guarda esse nome, vou falar bastante dele) vocalista do Dead Fish, passou numa boa, andando do nosso lado com um skate na mão.
E o Alan andou atrás dele e chamou baixinho: Rodrigo? Uma foto?
Na verdade, o Alan nem sabia quem era o cara! hausash Nem sabia quem era a banda e tava lá pela loucura. haushuhas

E foi realmente legal, porque agora eu preciso ir atrás da Gi pra ela me mandar a foto e colocar no post, logo aqui em baixo pra vocês. (:

Eu - Rodrigo - Alf - Carou

Depois disso fizemos muitas coisas legais como assistir uns palhaços fazerem coisas engraçadas e ver o Alan ferir os sentimentos da palhacinha bonitinha quando ele disse: achei alguém mais tonto que eu. ahsuhaushas
Fizemos um desenho em 8 pessoas e ficou absolutamente lindo!

E quando vimos já era quase 3 da tarde. E o show começava as 3:30.

Ah, nisso chegou minha prima linda! Veio ela, minha tia e a Thayla linda.
E acho que um dia desses eu preciso fazer um post só pra dizer o quanto eu sou maluquinho pela minha prima. E preciso lembrar de dizer isso mais vezes…

Continuando, o show já estava pra começar e como eu estava morrendo de dor por estar todo queimado, meus planos era ficar quieto em algum canto. E eu quase consegui fazer isso…

 

Solidão, caminhar, espero um dia te ver mudar
Essa vida são escolhas sem direção,
nada é linear
Continuar, sobreviver,
pode ser muito cedo pra entender
Idéias em comum se tornam divisão,
caminhos opostos que se encontram ou não.

Até que um dia amanhecer e você vir a perceber
Até que um dia se levantar..

 

Eu e o Alex conseguimos encostar no palco, bem embaixo do microfone do baixista. E tudo parecia bem por lá. Até que anunciaram que o Dead Fish ia entrar e todo mundo já começou a gritar: HEI DEAD FISH, VAI TOMAR NO CU!

Então o Dead Fish subiu no palco.
O Rodrigo se apresentou e começaram tocando A DIALÉTICA.
Foi destruidor!
Na primeira música já abriu aquela roda insana de bate-cabeça!

Mas eu me segurei. Eu ainda tava todo vermelho por causa do sol.
No começo achei que seria fácil ficar na minha, porque eles começaram o repertório com muitas músicas do CONTRA TODOS  e eu não sei cantar quase nenhuma.
Até que tocaram TANGO e cacete, eu sou louco por essa música.
Aí eu pensei: foda-se, vai saber quando eu vou no show dos caras de novo.

Depois disso me soltei do cantinho do palco e fui pro meio da galera, na frente do microfone do Rodrigo.

O Rodrigo é foda pra cacete!
Além de cantar muito, ele não para um minuto. E é muito gente boa.
E quando ele para pra dizer alguma coisa, você sabe que tem que ficar quieto pra ouvir, porque ele sabe do que tá falando.


Eu não lembro de ordem nenhuma de música, por isso vou contar as coisas mais legais! (:

A desvantagem de ficar embaixo do microfone do Rodrigo, é que todo mundo que sobe no palco, pula ali. Em cima de você. Mas sei lá, acho que faz parte.
De qualquer forma, entre empurrões e murros, cheguei bem embaixo do microfone e me segurei na caixa de som – eu estava no melhor lugar do show!

E dali eu vi algumas das minhas músicas favoritas como: ASFALTO, SONHOS COLONIZADOS, ZERO E UM MOLOTOV, NOITE e a nova e ultra foda TIJOLO.
Dali do meio eu via o povo de Brotas mais no canto e minha prima linda subindo no cantinho do palco.
Até que a Carla subiu, e a Gabi também. E depois eu vi o Tiago e o Alan. Na verdade, o Tiago eu acho que eu vi subir no palco pra pular no povo umas 5 vezes.

Então eles tocaram SONHO MÉDIO! E meu deus, que música foda pra cacete! Maaas, bem na hora a força acabou. No meio da música. E toda a galera cantou assim mesmo. Parecia que o show ia terminar ali, mas o Rodrigo disse que ia ver o que tinha acontecido e se dessem eles já voltavam.

 

Nas armadilhas da cidade que nos causa repulsa
Nosso horizonte podia ser mais azul
Mas você fica tão bem sob esses tons de cinza
E seus olhos verdes
Sempre me refletem algo bom

Isso é uma guerra e nós sabemos
Fomos criados no meio disso
E no fim das contas ia piorar
Posso ver que está cansada
Entendo seu mau-humor
Espero que não desista

Baby, você pode o que quiser
A vida é tua
E eu sei podia ser melhor
Somos nós contra todos
Vamos vencer!

Voltaram logo depois.
Mas daí eu já tava no canto do palco com o povo de Brotas. E pensei em terminar o show por ali, eu já tinha visto ele cantar ‘Noite’ bem de perto… Mas ele falou assim pro guitarrista: toca uma nota só. E junto com a nota ele começou a cantar: HAVERÁ MAIS UM RETORNO A PARTIR DAQUI?

ERA BEM-VINDO AO CLUBE, PORRA!

Eu já saí no meio do povo e nessa eu entrei mesmo no bateca-cabeça. Até encontrei o Gui lá pelo meio, dei um abraço nele e continuei cantando com todas as minhas forças. Porque a letra dessa música é foda!

Eu parei ali na frente de novo, mas não restava mais muito tempo de show. Tocaram A URGÊNCIA, PAZ VERDE, MULHERES NEGRAS, CONTRA TODOS… e eu pensei: ok. já tocaram tudo de mais foda que tinha pra tocar.
Ilusão minha.
Tocaram AFASIAVIVER.
E na Afasia, o Rodrigo disse que queria uma roda gigantesca, que fizesse parte da pista toda. E foi exatamente assim que aconteceu!

Eu tava louco de vontade de subir no palco. Mas tinha me segurado até agora.
Até ele falar que tava no fim o show e puxou QUEDA LIVRE – essa foi a primeira música deles que eu curti pra cacete.
Eu pensei pela segunda vez: foda-se.

Bati a mão no palco e subi.
Passei por de trás do Rodrigo, fiz gesto pro povo juntar e bem na hora do refrão que ele grita: ‘VOCÊ É COVARDE DEMAIS PRA ENTENDER O QUANTO É INTENSO’ – eu pulei…
Caralho! como é foda fazer isso! *-*
Devia estar entre as coisas pra se fazer antes de morrer.

Quando eu voltei pro chão, eu vi o Tiago subindo, corri  lá de volta, sentei no palco, ele me deu a mão e me puxou pra ficar de pé.
E a gente pulou de novo…

Ok, por mim podia acabar assim…

Mas, pra finalizar, ele tocou CANÇÃO PARA AMIGOS e tudo ficou foda pra cacete!

E fim.
A gente voltou embora logo depois.

Todo mundo muito cansado, mas feliz.

Voltar pra Brotas foi de boa e as músicas do Dead Fish ainda tocavam na cabeça.  O legal é que são músicas inteligentes. E acho que o show fechou janeiro de uma forma absolutamente digna, porque até agora esse ano tava louco demais!

E o show só confirmou minha certeza: 2012 VAI SER INSANO.

E as coisas acontecem de uma forma louca e a gente tem que seguir em frente. Porque no fim só depende da gente cantar, gritar e aproveitar cada segundo. E viver…

E se não fossemos tão jovens ainda estaríamos aqui? 
E se não pudéssemos mais cantar, 
nem reclamar 
nem protestar? 
Fingiríamos esquecer nosso ideal 
ou lutaríamos agora pra valer? 
Os tombos da vida nos fazem crescer 
e não devemos desistir… 
Mas então vamos lá, 
lutar por um ideal. 
Se viver é resistir, 
então será… 


Oi. eu sou o Dan.

e esse post é só pra eu aliviar minha cabeça. acontece que amanhã sai o resultado da Unesp – e pensar nisso me deixa louco.
quer dizer, se eu passar, eu vou embora.
e eu não sei o que isso significa.
não quero deixar ninguém, não quero deixar minha vida pra trás.
mas, eu posso não passar e segunda-feira eu começaria psicologia na fundação.
o que também seria bem legal.
mas eu não sei.
acho que só tenho medo disso tudo.

tenho medo do que eu virei.
de quem eu sou agora – que é tão diferente do mesmo Dan do passado.
e a vida me empurra pra frente.
e antes era mais fácil, eu simplesmente me agarrava a qualquer pessoa que eu quisesse manter por perto.
agora eu sei qe já tá longe demais pra ainda pedir pra ficar.

e talvez eu vá pra longe.
mas não sei se é ruim, não sei se essa é a palavra.
acho que só é diferente.
como trocar de celular.
e ter que ir atrás de todos os antigos telefones.

acho que é isso.
acho que fico nervoso quando penso.
mas já vai passar, amanhã passa.
e eu nem sei se vou passar.
mas não é nada, nunca é…


comecei outra coisa.
parei.
agora vem esse.

aquele não tinha nome.
esse tem.

mas esse é bom.
tem o cheiro das minhas roupas depois de te abraçar.
e o jeito como todo mundo diz que você me olha.
mas é indiferente.
só corre em outra direção.

desculpe a bobagem.
de vez em quando eu tropeço nos meu pés.
e a nossa única dança é assistir Paris toda indo a baixo.
como uma valsa.

e de vez em quando chove.
ninguém precisa da França.

eu coloco meus pés no ponto mais alto.
e o meu pescoço entre as cordas.
não é suicídio.
é cansaço.
é moderno.
o mal do nosso século é a falta de ter pelo o que sofrer.
então a gente chora vendo o sol nascer.
porque talvez seja a última vez.

talvez seja o último beijo.
e depois disso a gente diz adeus.
ontem eu tinha nome.
hoje eu sou o medo de dormir.
e a gente não mente pro espelho.

comecei outra vez.
faz tempo que deixou de fazer sentido.
- maldito seja, seu maldito filho da puta.
era meu nome.
pelo menos, era assim que ela me chamava.

e tem o teu abraço.
enquanto eu te levo pra casa.
e você diz que não é assim.
que meu nome é Dan.
e que eu sempre estive completamente errado.

principalmente agora.


Eu tenho medo que toda vez que eu acorde seja tarde demais.
Tarde pra viver, pra amar, pra ser eu mesmo.
Então todo dia meu relógio me levanta cedo.
Daí eu tenho tempo de arrumar minhas coisas,
limpar minha bagunça,
escrever o que eu quiser
e deixar o resto do dia correr devagar,
como se estivesse num balanço,
sentindo o vento beijando o rosto
e fazendo juras de amor no seu ouvido.

Uma vez eu escrevi uma história de amor
- porque quando a gente não tem, a gente inventa -
e não tinha fim.
Porque acho que as histórias de amor não devem ter fim,
a não ser que seja bonito,
acho que todo final deve ser bonito.
Mesmo que seja triste.

Porque ontem eu acordei tarde,
e pra compensar, hoje eu nem consegui dormir.
Acho que fiquei pensando
e quando a gente pensa, a gente só se fode.
Eu tenho medo de um bucado de coisa,
mas o pior mesmo é o medo do que vai ser,
do que está por vir,
sabe, quando eu estiver longe – se eu for pra longe.
Tenho medo do que eu vou deixar pra trás.

Porque o que a gente deixa pra trás, mesmo sem querer,
sempre acaba levando uma parte da gente.
Uma parte grande demais.
E acho que a gente nunca mais consegue suprir,
aquilo que chama saudade.


- Espera amanhecer.
Essa sempre foi a nossa resposta.
Deixar pra ver como fica no dia seguinte.

Meus olhos com os teus, uns sorrisos em comum.
Ninguém ainda sabe tanto de você quanto eu.
Mas deixa pro outro dia, sempre foi assim.
Virar amigos e fingir que a vida tomou o rumo que a gente queria.
Quando eu só quero morrer toda vez que ele olha pra você.

Mas tá tudo bem, sério.
Amigos, melhores amigos até o fim.
E o que a gente faz com o que sobrou do amor?
Brinca de que mente melhor.

Até a vida nos empurrar pra frente.
E tantos anos passarem.
Pra eu finalmente ver aonde vai dar nós dois.
Porque o tempo é um bastardo,
tá na tag ali embaixo, tá na música do zander.

Ele joga a gente pra outro lado,
e você conhece outros olhares.
E eu,
daqui,
não consigo esquecer seu sorriso.


Então eu cansei.
Acho que ando velho demais pra isso.
Sabe, pra ter saco pra te aguentar de um jeito hoje
e de outro amanhã.

Isso machuca.
Machuca quando você tá só comigo e é maravilhosamente legal,
e segundos depois, com os seus amigos,
eu me torno só outra piada.
Pequena demais pra chegar aos seus pés.

As brincadeiras que você faz coro,
se tornam tão banais quando tem alguém tão mais importante por perto.
E se agora eu não consigo dormir, é de tanto pensar,
porque acho assim:
um dia aprendi que a gente tem que fazer a nossa parte,
independente do que venha em troca.
A gente tem que ter a consciência tranquila.
Mas eu cansei.

É como depois de tanto andar, ainda estar no mesmo lugar.
Eu te levo flores e hoje você aceita,
e coloca entres teus cabelos tão bonitos.
Pra amanhã bem cedo rir de mim,
e me tratar como se fosse qualquer um.
E às vezes até menos que qualquer um,
pois os estranhos da rua tomam todos os teus elogios.

E é deles que você quer me esconder,
pois não sou tão digno daquele que pode ser ter futuro marido.

Não te culpo, não mesmo.
A gente pensa que é igual, até um dia ver que tudo é diferente.
E não tem o que fazer,
por isso faço minha parte
e atendo toda vez que você ligar.
E corro toda vez que você chamar.

E espero de todo coração,
que os estranhos também te deem tanta atenção.


MELANCHOLIA

09jan12

Faz tempo que eu não sento por aqui pra falar exclusivamente de algum filme, ou de alguma coisa que eu tenha gostado muito.

Mas amigos, estamos falando do filme do Lars Von Trier – que abalou um poucos as coisas no festival de Cannes no ano passado ao dizer uma coisas meio loucas, tipo que entendia Hitler e coisas assim.

Por causa  disso, o filme não teve todo o destaque que merecia pra essa temporada de premiações e muito provavelmente vai ficar fora do Oscar. Já que seria feio o cara que foi banido de Cannes levar um Oscar de melhor filme e melhor diretor pra casa.

- Na verdade, eu acho que o Lars só disse essas coisas porque estava entediado. Fazia tempo que ele não arrumava uma boa briga e nada mais cativante do que ser barrado na porta do festival, enquanto a Kirsten Dunst ganha um prêmio de melhor atriz pelo filme…

 

Voltando.
“Melancholia” não é um filme fácil.
Há tempos eu estava me preparando pra assistir e até combinei com a Dany B. para darmos play ao mesmo tempo.  E trocarmos por sms as impressões que o filme passava.

Mas, já começo com um conselho: esqueça aquele história de Cannes ali em cima e se deixe fazer parte…
Fui surpreendido logo no começo, pois a abertura de 8 minutos é de deixar qualquer um deslumbrado e são tantas imagens e tantas coisas, que eu vi de novo  antes de começar a escrever esse post. E deixa eu contar, é um espetáculo! A destruição da Terra em câmera lenta enche os olhos e você tem vontade de pegar todas as imagens e colocar em sua parede.

Toda a primeira parte de Melancholia, intitulada ‘Justine’, se resume à festa de casamento da protagonista. Guardadas as devidas proporções, há muito daquele clima de família problemática reunida, discursos desconcertantes e situações embaraçosas. Em um tom realista, Lars percorre a festa desnudando seus personagens. Aqui, o foco é Justine e seus problemas pessoais. A relação doentia entre Justine e sua mãe, vivida por Charlotte Rampling e a veneração pelo pai, vivido por John Hurt.

Tudo corre bem no começo, entre formalidades e sorrisos, até na hora dos discursos quando os pais da noiva começam a brigar e a mãe diz aos noivos “aproveitem enquanto dura”.

Dessa cena em diante, o olhar vazio da noiva faz sombra em todas as cenas. A felicidade presente no casamento vira esboço pra um sorriso forçado e é impossível não notar que aos poucos a depressão vai tomando todas as forças e virando um personagem.

O casamento foi todo organizado pela irmã da Justine, Claire (Charlotte Gainsbourg – que já ganhou um prêmio em Cannes também, pelo outro filme do Lars, “Anticristo”). E ela se sente responsável por tudo que venha a acontecer, mas mesmo assim ela pede pra irmã não fazer nada de errado.

A segunda parte se chama “Claire” e com ela o filme começa a tomar forma (e ficar angustiante e meio desesperador), pois somos apresentados ao chamado ‘Melancholia’, um planeta que segundos os cientistas vai passar ao lado da Terra sem riscos de nos atingir.
É legal perceber que as personalidades das irmãs estão sempre de opondo. No começo Justine era mais sonhadora e Claire era prática, aos poucos Justine fica depressiva a irmã se torna protetora e quando o Melancholia se aproxima, Justine se torna mais calma e Claire se desespera.

A atuação de Kirsten Dunst é simplesmente incrível!  Desde sorrisos e olhares vazios até o silêncio. E todas as cenas em que ela está sozinha e sai pra andar, são um espetáculo a parte.

Lars mais uma vez acertou. Com um filme de fotografia impecável , o fim do mundo nunca esteve tão bonito. E com certeza, cada pessoa que assistir vai entender de uma forma, mas é assim.
Tão cheio de símbolos, cada um vê da forma que consegue. Eu ainda entendo Lars Von Trier como um diretor que busca a construção de sentimentos básicos – Foi assim com ‘Dogville’ e a (des)construção da violência.

Em pouco mais de 2 horas você se encontra perdido e as cenas ainda passam na sua cabeça. Talvez ‘Melancholia’ seja um símbolo e todo aquele planeta vindo em nossa direção não seja nada mais do que nós mesmos… Mas, sei lá…

Vai entender o Lars…


Me deixa

02jan12

Me deixa.
Eu tenho um mundo próprio.
Que é pra aonde eu fujo quando esse mundo não faz sentido.
É de lá que eu conheço Woody Allen.
Foi lá a ultima vez que eu falei com o Tavares.

Acontece que já era mais de quatro horas da tarde.
E até agora meu ano não era nada daquilo que tinham prometido.
Na verdade, eu mesmo tinha prometido tanta coisa.
Coisa agora que não fazia sentido.
Mas era só o segundo dia.
E existiam mais de 300 pela frente.
Mas acho que já cansei desse mundo.
Ou, o mundo todo cansou de mim.
E me mandou embora.
Ainda bem que eu tenho o meu mundo.

Porque eu andava essa tarde.
E o reflexo na poça d’água me disse que a vida ia mudar.
Que talvez fosse doer pra cacete.
Então eu continuei andando, porque acho que o melhor é deixar pra lá.
Não pensar muito nessas coisas.
No meu mundo a gente não muda de ano,
porque assim as esperanças não terão prazo de validade.
No meu mundo não é natal,
porque todo dia, é dia de ser feliz.

Eu encontrei meu professor de teatro semana passada.
E ele disse que tudo é um texto.
A vida toda, tudo ao nosso redor.
É texto.
Tudo tem uma história e mesmo assim a gente se repete tanto.

No meu mundo, as palavras valem tanto quanto sonhos.
Porque a gente escreve poesia antes de dormir.
E todo mundo se embriaga de amor.
Pra quando acordar saber que tudo valeu a pena.

E tem um lugar pra você.
No centro do meu mundo todo.
E ele faz reflexo nas poças.
E as guerras são só de travesseiros.
E foi todo feito pra você.
O meu mundo.
Porque eu tenho um mundo próprio.
Só que ainda não coloquei um nome.
Porque não existe nenhum nome tão bonito quanto o seu.

Mas me deixa.
Eu inventei um mundo todo
e coloquei você no centro do meu universo.
E todos os seus sonhos são tão bonitos,
que eles enfeitam as paredes da sala.
Quando a noite chega, a gente dorme no meio da madrugada,
e deixamos a vida passar.
Porque é bobagem ter hora pra tudo.

E eu vou fazer teu café e teu jantar.
Que esse ano seja confuso.
Ainda existe o meu  mundo,
e nele,
sua única obrigação é ser feliz.
E sorrir até  o mundo todo brilhar
e terminar assim,
com o som tranquilo da sua voz,
tentando me acalmar.
Dizendo que eu só penso bobagens…


Oi, eu sou o Dan.

E o ano chegou ao fim.
E acho que nem sei o que isso quer dizer.

Quer dizer, eu não diria que esse foi meu ano.
Mas pra não ser um post completamente pessimista, vou listar coisas legais que aconteceram:

- estou dirigindo (e essa é uma das melhores coisas do mundo)

- o Felisberto veio e eu vi gente que fazia anos que eu não via

- fui em shows do Capital Inicial, do Paralamas do Sucesso, do Zander e do Camelo!

- eu vi a Nathy depois de tanto tempo! *-*

-  assisti mais da metade dos filmes do Woody Allen

- escrevi tudo o que eu queria escrever (e o ‘idiota’ tá quase no fim)

- me apaixonei por pessoas que vivem a mil km’s de distância (entendam como dany b. e a jéssica, porque ela deixa eu chamá-la assim)

- conheci um bucado de gente louca que vai tá aqui pro que der e vier

- e mais um outro bucado de gente louca eu prendi bem perto de mim, pra ter a certeza de que eles nunca vão partir

e fim.

acho que só pensei nisso agora.
sei lá, tenho medo de tanta coisa, mas tenho certeza que 2012 vai ser insano!
já falei isso pra Gábi, eu prometi pra ela. e tenho toda certeza sobre isso:

2012 VAI SER INSANO *-*

então respira, só falta algumas horas de 2011.

se quiser, senta de pernas cruzadas e repete aquele mantra do Nando Reis. o importante é começar 2012 em paz. sem pensar em tudo que passou, porque se passou, ficou pra trás.
e relaxa, que se for importante mesmo, um dia volta.

o importante é nunca esquecer que quem faz seu ano é você mesmo! e tô falando sério. a única pessoa que pode fazer tua vida valer a pena é você mesmo.

então o melhor conselho que eu posso dar pra 2012 é: faz o que tu quiser fazer.
o que sentir de coração, o que achar que deve mesmo! porque ninguém vai viver por você, ninguém vai te dizer se valeu a pena.

abraça, beija, ama e vai ser feliz!

“estive por ai sentindo o vento agredir, suave, o rosto e o desgosto da partida em cada porto. estive por aí, como uma embarcação que ancora aonde passa, levando tudo o que é de graça. estive por aí contando o tempo que corrói a minha estada e os passos largos de quem passa. estive por aí suplicando por triunfo em meu enredo, querendo o peso de uma vida em branco e preto. estive por aí abraçando gente estranha no escuro, ganhando o mar, perdendo o rumo.

Não vou embora, não é hora de partir. Faz frio lá fora, me deixe dormir aqui (como eu sonhei). Deixa o improvável acontecer e amanhã a gente vê o que fazer“.   - sabonetes

força sempre.
2012 vai ser insano.

prometo.
obrigado a todos por mais um ano.


Vejo pelos teus olhos o quanto eu fiquei diferente, o quanto é minha culpa cada anoitecer triste que causa uma noite de insônia. Você disse que eu não me importo e acho que não ligo mesmo.

Pode apressar teu passo, porque eu já to correndo faz tempo. Se tu diz que não sabe o que quer, ou que já tem algum outro amor, acho que quer dizer que é minha hora de ir embora.

Encontra teu garoto e volta quando não fizer mais sentido, é tão seu estilo. Mas somos melhores como amigos do que como namorados,  mesmo eu ainda querendo passar o resto da minha vida te vendo amanhecer vestindo minhas camisetas.

Então desaparece, some daqui e te cuida bem. Mas, vem me dar um pouco de amor antes, só pra eu sobreviver mais um ano. Depois se vai. Não olha pra trás. Não olha pra mim. É engraçado como me apaixonei pelo seu andar ao partir. Como você vai embora agora e volta depois, sem eu nem menos notar. Nem saber como você faz. Mas eu me perco todas as vezes.

E tá tudo bem.




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