E diziam tanta coisa, que eu nem sabia o que ouvir.
Me chama de Cazuza.
Me leva embora. Me deixa num bar.
Só não me olhe como se eu não estivesse aqui.
O curso não para.
E é outro ano todo que vem.
Eu grito sozinho.
E todas as vozes são tão iguais, porque eu já não falo a verdade.
Meus olhos mentem nossos erros.
Mas é só outro dia.
Aonde a cidade confunde nossos nomes


oi. eu sou o Dan.
e amanhã eu vou embora.
eu pensei em fechar o blog.
mas não. deixa assim.

vou demorar um pouco.
mas sempre vou estar por aqui.
força.

 

 

 

O padre disse:
- Vai ser feliz.
E eu fui. 


E depois não tem mais nada.
A gente segue em frente.
Um céu azul e um bilhão de histórias pra contar.
Vou te fazer sorrir.
Já deixa a luz acesa.
Pega o violão.
Não me espera.
Segue e deixa que eu te alcanço.
Faz tuas histórias.
Conhece o mundo e anota tudo pra me mostrar.
E relaxa.
É só o começo.
De tudo que a gente ainda tem pra viver.
Todo verbo faz sentido agora.
E qualquer sentimento move o mundo.
Porque a gente cresceu.
E todas nossas histórias são de amor.


A gente escreve errado por linhas retas.
Mas é o meu jeito de viver.
Te escrevendo uma lista de palavrões
e dizendo:
escolhe um pra mim.
Me chama assim.

O importante é ter um nome.
Pra não esquecer, pra não se perder.
A gente não escolhe o que a gente vai fazer quando crescer
mas a gente sabe
exatamente
o que a gente não vai ser.

Eu errei naquele post,
quando eu disse que a gente cresce
quando começa a correr atrás dos nossos sonhos.
Na verdade,
a gente cresce quando menos é a hora.
Quando é tão bom ser pequeno.
E a vida diz: ok.
agora vou lhe dar um belo de um pé na  bunda,
vou te deixar sem ar.
E você vai ter que aprender a ser gente.

Isso não ensinam na escola.
Você aprende matemática,
mas não sabe seu próprio valor.
E nenhuma das tuas redações te ensinam a seguir em frente.
Então você junta tuas pequenas coisas
fecha as portas da casa
e vai embora.
Porque não faz sentido estarmos a tempo aqui.
Rabisca todos os seus sonhos, pra nunca esquecer
e dá um jeito de ser feliz.

Força sempre, como eu cansei de dizer.
E guarda isso: de vez em quando vai ser mais difícil.
Mas olha teu caminho e segue em frente.
Se perder é bom pra se encontrar,
e nada nessa vida vale mais que seu coração.

Você importa. Seus amigos importam. Sua paz. 
O resto, a gente dá um jeito.


“Quem quer que seja, sempre confiei na bondade de estranhos”


Pedro Almodóvar é um diretor espanhol.
E esse filme é sua obra-prima.

O que é tão bom sobre ele?
Nos seus filmes, as histórias são sinceras e as pessoas só querem ser felizes.
E é tudo o que a gente sempre quis.


Ela disse que sabia exatamente quem eu era.
E que eu era tão igual a ela.
As palavras tropeçavam entre o coração e os lábios.
E a gente não tinha mais certeza do que era segredo e do que dava medo.

Os passos tão calculados e a dança mais demorada do mundo.
É engraçado como eu estou apaixonado pelo jeito como ela fecha os olhos.
E dança no mesmo lugar, girando os braços
e tomando mundo inteiro.
Tudo só pra ela.
E agora eu não consigo juntar nem duas palavras.
Os pensamentos se confundem.
E pelo olhos eu prometo uma vida feliz, com vestido branco e altar.
Nunca deixar de amar.

Mas é carnaval.
E as promessas de carnaval te colocam numa roda de samba.
E eu não sei sambar
Sei me perder.
Sei sobre filmes e livros.
Acho que nada que importasse tanto assim.

Mas ela estava lá.
Fechava os olhos e dançava devagar.
E eu abro a boca pra tentar dizer tanta coisa.
Mas ela está linda demais pra qualquer palavra minha fazer sentido…


A noite corria sem direção.
Os porcos apareceram algumas vezes, levaram uns amigos.
Marcaram moral.
Tomaram a casa dos senhores.
E agora atirar pérolas não faz a menor diferença.

Acho que tudo isso é um símbolo do real.
A gente foge, tentando encontrar paz no abstrato.
Mas nossos pés são cansados demais pra andar sempre só pelas nuvens.

Achei uma garrafa, dei um gole, encontrei uns amigos.
Brindamos por nossas vidas.
Por nossos erros.
Pelos enganos e acertos.
E pela nossa única certeza, que servia como promessa, de nunca esquecermos quem somos.
E sempre manter o mesmo brilho no olhar, de quem sabe o que quer.
Mas na verdade, não temos direção.
É carnaval e todas as promessas são esquecidas.
Mas, na verdade, ninguém mesmo quer terminar a noite sozinho.

Uma garota apareceu.
Sabe, ‘outros carnavais, com outras fantasias’.
E ela realmente parecia tão sozinha.
Me chamou, queria dar uma volta.
Era fácil reparar em teus ombros o peso de todos os amores que foram menos reais do que ela esperava.

Eu fui.
A gente anda buscando um sentido.
Mas acho que o sentido real esta na falta de motivos.
As coisas só acontecem.
E a gente não tem controle.
Então ela puxou meus dedos, me disse pra ficar perto.
Eu sempre estou por perto.
O mundo é que de vez em quando fica longe demais…


Então era carnaval.
Mas não pra mim.
Meus olhos se fechavam a cada batida de tambor.
E eu queria estar em qualquer lugar, menos ali.

Espera, não, posso começar um pouco antes disso…
Dali de cima eu via a cidade toda.
Eu te via passar sem precisar encontrar teus olhares de reprovação.
Era outro noite qualquer.
Um copo, um desafeto do outro lado da rua.
E a gente só torce pra que o mundo acabe esse ano mesmo, porque se passar disso eu tô na merda.

Essa minha história.
Premiadas de noites sem dormir – pensando no seu sorriso.
E onde acaba? Nunca vou saber.
Acho que nem acaba. A gente só anda pra qualquer lado rezando pra que a vida valha a pena.

Enfim.
Era carnaval…
Ela chegou me olhando, tinha olhar de puta.
Me ofereceu amor.
Disse que era barato.
- Baby, eu respondi – amor, nunca é barato.


GROWING UP

14fev12

Eu cresci.
Tinha medo disso.
Mas é estranho o modo como as pessoas me olham como se eu fosse um adulto agora.
E vai ser como eu sempre quis:
minha casa, minhas coisinhas bagunçadas pelos cantos.
Vou levar mil fotos pra colar pelas paredes.
Mil posteres pra fazer tudo ter a minha cara.
Eu cresci.
É meio assustador.
Vai ser eu e o mundo.
Acho que a gente cresce mesmo quando começa a correr atrás dos nossos sonhos.
E eu ainda nem sei o que eu quero ser.
Só sei sobre tentar ser feliz.
Sobre ficar mais calmo.
É, já não esquento a cabeça.
Só tenho medo as vezes.
De quem eu vou ser.
Sabe, sobre quem eu vou me tornar.
Por isso eu tenho tanta dúvida sobre fechar ou não esse blog.
Acho que mante-lo aberto vai ser um modo de nunca esquecer.
De mim.


11fev12

Às vezes cansa.
às vezes machuca.
outras vezes não é nada.
eu só quero dormir e achar um lar.
porque a gente não tem pra onde voltar.
então a gente desiste.
antes mesmo de realmente começar.
mas pra você não é nada.
nunca foi importante.
o mundo gira ao seu redor.
e você não sabe o que é ser uma família.
mas,
vai ver não é nada mesmo.




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