Archive for setembro, 2016

Ainda bem

26set16

disse que era como borboleta que entendia de horas dentro de si mesma se embolando no escuro, pintando as cores de todas flores que ainda estava por pousar, como se ela já soubesse de tudo que iria acontecer e já pudesse me contar, já sabia que seria assim desde a primeira vez que me viu […]


eu gostava de poucas coisas como gostava dela, o som da chuva no telhado até se aproximava ou o cheiro de algum livro recém aberto ou a música da cidade cheia, do barulho sem fim, ela espreguiçava esticando os dedos e o carro de som passava na rua enquanto eu me acostumava com os cantos […]


como se fosse possível falar de outra coisa, como se, por qualquer insanidade minha, eu tivesse esquecido as formas surrealistas que habitam dentro do seu olho, como se eu pudesse escolher não sorrir perto de você, percebe a bobagem? é quase como se eu não sentisse a sua falta quando você deixa me chamar, ou […]


A Terra inteira

05set16

ficava em silêncio depois de cada despedida, por vergonha ou descuido, deixava que o ‘eu te amo’ morresse na garganta. não que não amasse, por favor não entenda assim, perdoa o desmazelo e a falta de jeito, o problema com datas, a fome na madrugada. tem tropeçado por aí assim,  entre poemas, sessões de filme […]