Archive for novembro, 2016

..um elevador parado entre 2 andares ..um relógio sem o ponteiro da hora ..uma árvore de natal em julho ..uma caneta sem tinta ..um guarda-chuva num dia bom ..um telefone mudo ..uma parede sem casa ..uma luz acesa sem ninguém pra apagar ..um livro que ninguém leu ..uma estrela cadente sem desejos ..uma bala de […]


prólogo

24nov16

Devia existir uma regra geral, daquelas que nem precisam ser contadas, que diga que na vida, por prioridade, devíamos ser boas pessoas, independente do que venha depois. É necessário ter cautela para não extrair disso qualquer conduta que soe difusa e, assim, confundir coisas que deveriam ser simples. Existem apenas duas coisas: o amor, em […]


Remos

18nov16

descansar à beira o sol indo embora contigo, se pondo por entre as ondas do seu cabelo. te esperar à beira, os dedos soltam os remos e te aguardar se faz minha âncora. jogo garrafa no mar, queimo minhas roupas, faço sinal para teu radar e digo, afirmo que te todas as ilhas, só quero […]


assistir televisão demais  pode matar um pouco da gente, deve ser por isso que às vezes me sinto tão fora de mim, quanto um astronauta. pelo menos me disseram  que é só do alto que a gente consegue ver tudo, então eu tenho procurado alguns padrões para saber o que fazer. os buracos nos sapatos […]


Ventilador

08nov16

(enquanto o ventilador parece dentro da minha cabeça e eu começo a contar os quadrados do chão e achar padrões no forro desforme e todas as pessoas, todas elas estão com medo, olhando ao redor tentando saber aonde a vida trouxe, quando algumas coisas soam difusas, tentando saber o que fazer depois, eu só queria […]


me acalma

03nov16

tinha minha bagunça meu medo e todos os meus problemas e a cidade me engolia entre o asfalto e o céu cinza e o barulho dos carros que me acordavam antes do sol, quando percebi que escrever não era o bastante nem nas paredes, nem nas roupas, nem na pele nem arrumar os livros, por cores […]