meu aniversário #2

08jul16

Esse é meu post de aniversário, porque hoje é meu aniversário. E esses textos geralmente são confusos. Hoje eu resolvi juntar diversas reflexões que eu tive desde quando julho começou. Espero que faça algum sentido. 


Eu queria escrever alguma coisa grandiosa. Não falo por agora, falo sobre desde sempre. Acho que esse é um dos itens mais importantes da lista de coisas pra fazer: escrever algo que realmente valha a pena ser lido. 

Eu tenho feito várias dessas listas mentais de coisas pra fazer. Eu deveria meditar. Eu deveria tirar mais fotos. Eu deveria ser menos chato às vezes. Eu deveria saber desenhar. Eu deveria viajar mais. Eu deveria falar para as pessoas o que elas significam pra mim, antes que as coisas mudem.
Porque as coisas mudam. Eu queria saber explicar isso. Mas é engraçado a velocidade com que os anos passam. Não que isso seja ruim, porque eu acho que na mesma medida que algumas pessoas simplesmente ficam distantes, outras tantas podem ficar mais perto.

De vez em quando eu acho que tenho problemas com aniversários. Não ligo em ficar mais velho. É essa data que é estranha, esse negócio de hoje ser meu dia de ficar oficialmente mais velho e por isso as pessoas me abraçam e falam coisas legais. É meio assustador. Fico pensando se deve existir alguma mandinga, macumba, magia negra, alguma forma de garantir que seja bom o ano que está chegando.

Uma vez eu conheci um menino que falou que no dia do seu aniversário ele se masturbava o número de vezes igual ao tanto de idade que ele estaria fazendo. Por exemplo, no dia do aniversário de 14 anos, ele se masturbou 14 vezes. 
Não sei quantos anos ele tinha, mas devia ser uns 17. Isso faz uns 3 anos.
Lembro que ele me adicionou no facebook. Eu não aceitei.
Mas se funciona pra ele…

Tento agora juntar todas as minhas coisas favoritas e colocar num só lugar. Pra não perder nada. É como se toda a avalanche de ficar mais velho me empurrasse junto e eu pudesse começar a esquecer tudo que eu era. Então eu faço minha coleção de sorrisos bonitos que me deram ou de fotografias imaginárias que tentei tirar dentro da minha cabeça. 

E quando paro pra avaliar tudo, acho até que ando bem. A vida me parece ter dessas coisas. Ela não é sobre tudo o que a gente quer. É mais sobre a gente saber sorrir com o que vier e depois esticar os dedos pra alcançar tudo que for importante. Que a gente tenha muita sorte, que a gente fique sem ar de tanto rir. Que tenha amor, amor e amor. Minha mãe me disse uma vez que as coisas que a gente quer sempre acabam acontecendo, talvez não tão rápido quanto a gente quer. Mas acontecem. Então outra vez eu penso naquilo que a Diane Keaton escreveu pro Woody Allen, sobre cuidar dos dedos das mãos e dos pés, escrever se tiver oportunidade, ter paciência e pensar coisas doces. Pensar coisas doces é bem importante. 

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