Cobertor

26nov15

ela se espreguiçava tão lentamente que sentia o sono se aconchegar até nas pontas dos dedos. marcava a página do livro, para beber um gole de café, e demorou o olhar um segundinho a mais nos desenhos que o sol fazia parede.

era final novembro.
as chuvas de novembro lavaram tudo e agora passeava com um vestido leve entre a brisa que trazia um pouco de calma para nossa casa. e anuncia que logo chega dezembro, com suas luzes e seu ar de verão.

parecia como um pedido. era como todos os nossos beijos de reencontro, a preguiça através do vidro do carro e a permissão para o mundo ficar assim, só mais um pouco, só mais um minuto.

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