te vejo qualquer dia, ela disse

05ago15

em silêncio, no espaço enorme de tudo que eu não sei descrever
ela apareceu assim.
na multidão, 
não éramos diferentes de todo o resto
mas éramos iguais um ao outro
como se tivéssemos as mesmas cores.
eu achei que ela era realmente bonita
mas não disse, porque isso pode soar estranho
mas ela devia saber que é realmente bonita.
te vejo qualquer dia, ela disse
e eu esperei dali em diante
que todos os dias que viessem
fossem esse qualquer dia.
que ela ligasse e dissesse igual na música:
baby, não me leve a mal.
e eu não levaria
pelo contrário, levaria muito bem
todas as noites, as luzes da cidade fazendo reflexo no vidro do carro
e enquanto eu acelero
os dedos dela seguram a minha mão
e por um momento eu entendo,
daquelas coisas de olhar ao redor numa festa cheia de gente
e encontrar um olhar que diga que daqui pra frente tudo vai ficar bem,
pelo ‘vidrinho’ do carro
eu via tudo que ficava pra trás
e éramos tão iguais
que eu não me preocupava em ficar em silêncio
nem em vestir armaduras de combate,
fazia parte de um daqueles momentos
aonde ser eu, já é o bastante.

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