Como viver pra sempre

13mar15

Sei que existo pelo toque do seu abraço. 
Te abraçar compreende muito mais sobre amor do que todos os poemas de Camões. Não que eu saibas algo grandioso sobre poemas ou amor. Mas sei do seu abraço e da falta absurda que ele faz.
Sei da praça do centro quando o sol está se pondo e a sombra da torre da igreja faz desenhos nas casas ao redor
e sentado no canto, vendo você chegar, não sei como tirar os olhos e na verdade nem quero tirar os olhos de você.
Sua bagunça ai de dentro tem tanta afinidade com a minha daqui, que praticamente se organizaram e resolveram por nós que toda loucura é bem melhor se compartilhada, ainda mais a nossa, que se parece tanto.
Vamos avançar alguns anos, para abrir a porta da nossa casa num sábado de manhã, o sol empurra a cortina e seu rosto me acorda para lembrar que a vida é boa. Acho bonito o quanto sempre foi fácil te imaginar mais 200 anos comigo. E se não for assim acho que tá tudo bem – aceito só 198 aninhos – mas agora me abraça, porque assim eu sei que existo. O medo não vai embora, as coisas assustadoras continuam assustadoras, mas eu sei que não estou sozinho nessa.
Acordando atrasado, ou me perdendo numa tarde aonde as coisas não parecem tão bem, mas percebo que toda vez que você me liga para dizer bom dia, lá dentro de mim sinto que ganhei mais alguns anos de vida.

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