Além dos meus dedos

10mar15

Não és minha e nem quero que seja. Olhando daqui, me parece tão bem sendo apenas sua e de mais ninguém. Se outra chance tivesse, ainda assim em todas as vezes, te daria total liberdade para ser você mesma. Como gosto da maneira que exerce todos os detalhes da vida que lhe cabe. 
E acho também, que não saberia como cuidar de você por aqui. Não saberia como refrear a bagunça que se estende além de meus dedos e todo aquele desastre que já te expliquei que sempre acontece ao meu redor. Se não te chamo de minha,  é simplesmente por te querer mais a cada dia e por saber que não existem equações lógicas que expliquem a matemática do que eu tenho medo de dizer. 
Mas me invento outra vez, todos os dias, em cada céu cinza que me acorda e vou escrevendo motivos para acreditar que vai ser melhor, que por favor, pode ir de uma vez, não se desenhe ao meu redor. Mas, na verdade, eu só quero mesmo é que você imponha a sua presença em minha pele. 
Esteja por aqui, mesmo se qualquer hora decidir que já passou da hora de ir embora. Não precisa fazer alarde, só senta por aqui e vou saber que toda tormenta te trouxe de volta. Não precisa explicar, eu sei melhor do que ninguém que algumas coisas a gente simplesmente não sabe como dizer. Então me abraça em silêncio quando a hora chegar. Chame tudo isso como quiser, mas daqui, do meu cantinho, eu gosto mesmo de dizer que é amor.

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