post da madrugada

04jan15

um post é um texto.
e a madrugada, geralmente, é quando a gente dorme, mas, de vez em quando a cabeça viaja e a gente conta as horas pelo cantar dos grilos do outro lado da janela.
grilos são cantores, meio sem trabalho, igual a cigarra.
e janelas são por onde a gente deixa o sol entrar.
o sol é quente.
e ele não entra no sentido literal, é mais figurado mesmo, como se estivéssemos deixando seus raios de calor entrarem.
sentido figurado é quando uma coisa é dita mas não quer dizer aquilo exatamente de maneira direta.
e raios são aquelas coisas brilhantes que riscam o céu quando chove.
chuva é quando a gente se molha no meio da rua e flashes fazem o céu acender.
logo depois vem um barulho, esse é o trovão e ele às vezes vem um segundinho depois.
um segundo é uma porção de milésimos.
milésimo é uma coisa difícil de contar.
acho que só consegui uma vez, mas tinha uma garota muito bonita me abraçando e o tempo ficou lento de verdade.
garotas são quase como garotos. mas, mais espertas boa parte das vezes.
essa garota muito bonita costuma roubar toda minha atenção.
e abraçar é falar sobre amor sem dizer uma palavra.
ela me abraça bastante. e eu gosto.
gostar de alguma coisa, às vezes, quer dizer que a gente quer ter ela pra sempre em nossas vidas.
vida é uma coisa sem manual de instruções.
manual é uma coisa feita pra se jogar.
a gente só joga fora o que não gosta.
e o que gosta – eu já disse ali em cima – a gente quer pra sempre
eu gosto de cinema. gosto de chocolates. e gosto dela.
cinema é quando sentamos numa cadeira enquanto passa uma história numa tela grande na nossa frente.
chocolates são pedaços de alegria embalados num pacote bonito.
e dela, eu sou.
ser é pertencer. fazer parte. estar perto. conviver.
conviver é viver com. quer dizer estar junto nessa parada, mesmo longe às vezes.
longe é questão de perspectiva, já que ela vive na minha cabeça.
cabeça dói quando a gente pensa muito.
e ouvi dizer que pensar muito é bobagem.
então a gente faz o que vier do coração.
coração (não é tão simples quanto pensa) é tambor.
que faz música, principalmente quando ela me olha.
um olhar é o bastante. foi o bastante, na verdade.
e, sendo o bastante, termino esse poema de forma constante.
dizendo desse tempo que demora barbaridade
já que dia 20 nunca pareceu tão distante.

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