nossa viagem mais depressa

18nov14

Quando ficava muito tarde a gente apagava todas as luzes da casa e brincava de viajar no espaço da voz um do outro. Não esbarrávamos e percorríamos o universo inteiro um pé de cada vez. Foi assim que eu percebi que minha falta de direção nem tinha tanta importância, porque você me guiaria sempre para o lugar mais seguro.

Dia desses eu olhava para o espaço que existe entre uma estrela e outra. E imaginei o tempo que a gente levaria para percorrer tudo aquilo de olhos fechados. 

Talvez seja impossível.

Ou, talvez, seja pura falta de treino.
Carros e aviões e trens e submarinos e foguetes… Que merda, eu pensei, ainda não inventaram nada que me fizesse estar perto de você rápido o suficiente. 
Rápido o suficiente pra quê?
Rápido o suficiente pra saudade nem doer.
Então é essa minha resposta, nossa viagem mais depressa sempre aconteceu na saudade e no amor. A velocidade da luz é antiga e ultrapassada, quando eu acelero o tempo e o espaço para te ver.
A nossa viagem é sempre lado a lado. Mesmo quando a distância é um pouco maior, eu apago as luzes da casa e ando tateando pelo escuro, sempre quando minha respiração acelera e eu tenho medo do que possa acontecer, sua voz me diz baixinho exatamente aonde eu posso pisar. 

E o caminho para cada estrela do céu, se torna curto.

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