Daquelas coisas absurdas que eu desenho às vezes

08jul14

Minha mãe me contou ontem aquele negócio de a gente não poder viver em busca da nossa felicidade. Que a gente tem mesmo, é que fazer quem a gente ama feliz. E fazer dessa a nossa lei. E isso fez tanto sentido na minha cabeça, que já faz parte daquelas coisas que eu repito para mim de vez quando, sabe, naquelas dias que a vida não parece boa.

Uma vez eu aprendi, que outra forma de sermos felizes, é aceitar que dias assim vão acontecer. E que, normalmente, serão bem mais frequentes que os dias felizes, então a gente tem mesmo é que dar um jeito das coisas ficarem melhores. Então faz uma lista de coisas que te façam bem, para quando a vida for uma merda. Eu mesmo tenho separado um estoque de filmes para dias ruins. E gosto de andar. E gosto de desenhar aquelas coisas absurdas que eu desenho às vezes…

Foi num desses dias que eu percebi algumas coisas que me assustam.

A vida me assusta um pouco.
O tempo me assusta muito.

A falta de sentido que existe entre a vida e o tempo, me assusta mais ainda. E não existe religião que salve. Nem filosofia. Existe só você e sua cabeça. Porque a tua vida corre e o seu tempo vai passar. Isso é fato. A gente tá cada dia mais perto de morrer. Então o que a gente vai fazer?

Às vezes me desespero. Eu queria ser daquelas pessoas que vivem pra sempre. Gandhi. Woody Allen. Lennon.
Mas então eu percebi que só escolhi pessoas legais que fizeram coisas boas. E que eu tava errado por isso. Hitler vive para sempre. Jack, o estripador, também vive para sempre.
Não que eu vá matar alguém. Mas fiquei chocado ao perceber que ser lembrado por toda uma eternidade, não quer necessariamente dizer que você é bom. Pelo contrário, pessoas boas são mais esquecíveis.

Ouvi uma vez que quando você tem um cachorro, você significa o mundo para ele naqueles poucos 16 anos ou menos que ele tiver. Você vai ser único por toda a vida dele. E fim.
Enquanto você vai ter pelo menos mais uns 5 cachorros por toda a sua vida. E amar todos eles igual.

Pensando sobre isso, decidi que não queria mais ser gente.
Quero um canto tranquilo, quero sempre poder escrever as minhas coisas, ter meus amigos. Quero continuar vendo filmes e fazer alguns se a sorte vier e se eu estiver esperto quando ela chegar.
Não quero viver para sempre. Quero ser um cachorro.
E encontrar alguém para amar e fazer feliz por toda a minha vida!
Mesmo que dure só mais uns 16 anos no máximo…

Feliz aniversário para mim. (:

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One Response to “Daquelas coisas absurdas que eu desenho às vezes”

  1. 1 MAY TEIXEIRA ANTONIO

    Então você vai ser um cachorro sensacional,igual aquele da propaganda que sabe escrever: letrinha feia heim!!!
    Que o verão do seu sorriso nunca acabe! Amo vc.


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