zona norte

06abr14

e na verdade já era tarde mesmo.
sabe, hora de ir embora
de juntar minhas coisinhas.
se tem duas coisas que nunca entendi
é de amor
e de despedidas.
eu dou a partida,
vejo seu rosto do outro lado do vidro
talvez, quem sabe, em outra cidade.

no fundo, é só outro poema,
amanhecendo fora de casa
e me apaixonando por tudo que eu consigo lembrar
das ruas que seguem pro norte
a música tocando baixinho
enquanto eu tentava aprender a pronunciar o seu nome
mas, na verdade
eu não faço a menor ideia de que lugar você veio.

mas não consigo deixar de pensar
que ultimamente tenho tido sorte.
– e que a música do nando reis faz sentido pra cacete – 
talvez, o que eu queira dizer,
é que tá tudo bem,
quando a gente acorda
respirando a preguiça de hoje poder ser quem quiser
e sendo assim

escolhendo ser eu.
e que o sol é tão bonito
que a gente não pode desperdiçar,
então rabisca algum outro poema
sobre nossas respostas
sobre a bagunça
e a madrugada que veio
o filme baixinho na tv
enquanto a cabeça passeia
teimando em correr com todas as forças
até aonde você estiver.

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