sem parentes importantes e vindo do interior

26mar14

eu tenho lido tanta coisa, eu tenho baixado mais músicas, vistos mais e mais filmes. e a minha cabeça não para, é como uma agonia crescente. como se acostumar a não dormir mais e achar que dá pra ir vivendo assim. mas e agora? a gente consegue mentir para nós mesmos só um tanto, depois desse tanto a verdade grita e a gente tem que voltar. alguns dias realmente serão muito ruins e é bobagem tentar dizer qualquer coisa diferente sobre isso, da mesma forma que é bobagem mentir que a gente é feliz.
tenho passado mais tempo pelas ruas, tenho tentado conhecer mais gente. eu não quero te falar sobre meus problemas, não acho que alguém venha no ‘comerciais..’ para descobrir o quanto ando problemático, eu só quero dizer sobre o que tem acontecido comigo. sobre as coisas que a gente precisa lembrar de dizer para nós mesmos todo dia antes de levantar.
é que, na verdade, eu estou no trabalho agora, ninguém aparece por aqui e no meu fone de ouvido tá tocando o ‘ainda somos os mesmos’ – um cd lindo de tributo ao Belchior – e meu coração tem perdido um pedaço para cada música que toca. e quando alguma coisa tão bonita assim aparece, a gente tem vontade de amar alguém com todas as nossas forças! ou de pelos menos procurar alguém para abraçar e dividir um pouco dessa vida que tem doido tanto. porque é isso que acontece com a vida, ela dói. e acho que a gente só aprende a viver quando deixa tudo doer mesmo. não é sobre se enterrar na dor, mas é sobre saber que a vida é assim mesmo. e que a gente vai chorar mesmo, que nossos amores sempre vão dar errado, mas alguma hora, em algum momento, você também vai acabar acertando. e que boa parte do seu trabalho não vai dar em nada e que todos os nossos sonhos sempre perdem pelo cansaço. e hoje, pelo menos hoje, eu já estou tão cansado, mas que talvez, mais tarde, eu acabe aquele texto que deixei na gaveta faz umas 2 semanas e me parece tão bom.
e dizer que nunca entendi muito bem a função do dinheiro, acho que serve para comprar mais livros e pagar sorvete no meio da tarde no centro, acho que nunca vivi muito bem no meu tempo. não me dou bem com celulares, e tecnologia me dá sono. mas talvez você tenha a razão, eu não sei de nada. não sei mesmo. eu não sei como as coisas funcionam, eu não sabia que eu não podia dizer para alguma garota o quanto ela era bonita. eu gosto tanto de tradições, mas eu tenho uma preguiça enorme de ter que fingir para todo mundo ao redor que sempre está tudo bem. então eu não digo nada, nunca digo. mas escrevo as marquinhas que vou deixando por aí, mesmo que não seja nada agora. eu tenho aquela ideia de que a gente deve servir pra alguma coisa nesse universo. e nem que tudo que eu faça não passe desse blog, acho que não tem problema, se você tá lendo isso agora, acho que pra mim é o bastante. eu não tenho nada para fazer e tenho tanto tempo pela frente! acho que só quero sentar na janela, começar outro livro, deixar o coração ficar calmo que de coração bravo ninguém resolve nada – coração só ama devagarzinho – e errando assim, um dia de cada vez, arrumar algum canto aonde eu pelo menos me sinta bem.

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