guarda-sol

06jan14

o aviso dizia PERIGO
em letras grandes e vermelhas,
ou eram seus olhos
que me avisavam do que estava por vir
que eu não devia brincar com fogo
se não quisesse me ferir.

PERIGO é o seu vestido azul
que abria caminho entre tanta gente igual
suas mãos finas, seu jeito de dizer não se importar
e eu quero morrer toda vez que você vai embora
e toda vez que tento te chamar pra sair
mas me parece tão imbecil
que acho que já te chamei umas trinta vezes!
imaginando como é seu abraço
sentindo falta de um beijo que nunca te dei.
PERIGO é perder a razão
antes de saber se meu nome existe em você.

PERIGO é assistir o seu sorriso
teus olhos por de trás do óculos escuro
e minha cabeça me dizendo pra ter calma
mas me lembrando o quanto você é bonita pra cacete
e que eu devia dizer qualquer hora o quanto você é bonita pra cacete
– mas eu lembro que já disse um milhão de vezes
e você deve estar me odiando –
o que é completamente sensato quando eu paro pra pensar,
eu sou uma bagunça, um desvio,
um transtorno para o seu mundo bonito,
seu castelo de princesa.

Me entregar a você
esperando um ‘bom dia’ em troca
‘pensei em você essa noite,
não conseguia dormir e pensei em você.
lembrei daquela vez, parece que faz uns 50 anos
mas foi no mês passado
que eu te encontrei
e achei que você devia ser minha namorada.
morri de tanto sorrir ao te ver’.
e pela primeira vez, não quero ir embora.

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