Éramos bons

10dez13

Os homens marchavam cansados,
passavam as mãos no rosto pra tentar tirar o sangue seco
o suor se misturava com as gotas da chuva.

As armas estavam erguidas, o primeiro dos homens pediu um cigarro
tirou a venda
e disse que queria ver a morte nos olhos
não fez discurso,
só sentiu a fumaça do cigarro tomando sua calma
e o metal quente, rasgando a pele fria.
O segundos dos homens gritou
pelo amor
pela paz
por Deus
por seu filho
pelo partido liberal
pelo fim dessa guerra caótica.
O último dos homens estava satisfeito
que bela dança seria essa última com tão singela companheira,
que demônio inebriante,
quanta dor caberia na voz doce de amor…
Era um último beijo
da despedida no aeroporto, na promessa de volta
na vida toda prometida, no pra sempre dilacerado
nas cartas que tentavam diminuir a distância, mas, que droga,
éramos bons, a felicidade é injusta.

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