..’de quem nunca soube respirar’

28nov13

Não é fácil. É tão difícil respirar. O exercício de nossos pequenos esforços contradizem a razão, inconsequentemente, só resta o que ninguém quer mais saber, me prendo entre os dedos de tuas luvas de combate e choro por ser um desertor. Abandonei meu país, traí meu povo em nome do teu amor e virei estranho dentro de minha própria casa.

A vida disse a nós dois que amar é questão de coragem. E logo depois me tomou o sono e a calma. De alma tão inquieta eu andei por nosso quarto decorando as horas que foram roubadas do que estava por vir. Assisti você acordar e sorrir pra mim, fazendo aquele olhar de dezembro e rindo da minha cara de bobo. Escrevo sobre todas as vezes que me perdi pelos céus, rasgando o tempo e o espaço, vivendo todos os minutos possíveis num só instante, perdendo o medo de altura e abrindo os abraços pra cair devagar… Como me perdi tantas vezes por ser tão distraído.

O óbvio desconstrói a existência. Se nascemos pra dar errado, qual a importância de uma luta contra um destino que você já se convenceu? Vivemos para lutar em batalhas perdidas, já entramos em jogo perdendo por pelo menos 5 pontos de diferença, o mundo nunca correu ao nosso favor.

Viver não vale esforço.
Bom mesmo é desencontrar o sentido de uma vida repetitiva, e acordar antes do sol nascer, pra sorrir como se fosse a última vez, na paz do seu abraço.

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One Response to “..’de quem nunca soube respirar’”

  1. O óbvio desconstrói a existência” Texto fantástico! 🙂


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