feliz é a inocência translúcida

18set13

parece que estamos outra vez na fronteira
da neblina baixa comprimindo os vidros, do frio da cor dos seus olhos
dessa tempestade desorientada que nos trouxe pra esse rio sem curso
ah, como eu queria ter o coração despedaçado!
as torres do castelo alcançaram os céus
pretensão de um rei que queria ser Deus, nem que isso lhe custasse a sanidade
escalamos todos os tijolos de pedra até nossos dedos sangrarem
mas toda viagem é cansativa demais,
e me contaram que você tem um novo lar. do que aconteceu não pergunto.
sufoco meus pensamentos que me afligem como tormentas
mas de rosto impassível colocamos outro sol pra se pôr.

você sabe, conhece muito bem aquela história
noite passada existimos por uma próxima guerra mundial e
de armas em mãos sangramos, matamos e morremos e nada mais foi pra sempre
como não é pra sempre nossa última dança
como esses passos chegaram ao fim e
meu amor declamado morreu no fundo da garganta

quase que te digo, quase que te vejo, quase que fomos felizes
noite passada inventei a solidão da viagem de partida e
de armas em mãos sangramos, pedimos desculpas e perdão
feliz era o homem que entornava outra garrafa de rum
soltaram os cães ferozes e a única lei é que a morte chega à quem se entrega
que ‘tudo se tornou tão miserável quando passamos a mentir’
e o mundo que me sobrou depois não era o bastante
pois por minha culpa, eu estava morto dentro de ti.
Então quem vamos culpar pelas rugas em nossos rostos?
não diz pra mim que logo vamos ficar bem, é uma droga e eu sei
suas meias verdade são tão boas!
vontades forjadas de um rosto inexpressivo
de ferro fundido visto minha armadura,
a dor nos ossos pelas noites mal dormidas

a rainha foi deposta. a cidade está em chamas.

o tempo enruga nossos dedos. homens bons sempre voltam pra casa
feliz é a inocência translúcida do turbilhão de um primeiro beijo
aonde minhas mãos sem certeza alguma, tremiam ao segurar as suas
morrendo em todas coisas que ficaram e tentando escrever um próximo capitulo
colocando nele teu nome e indo até a lua pra tentar te fazer sorrir.
perdemos outra batalha, digo ao nosso exército de duas pessoas,
perdemos outra batalha, mas usamos flores em nossas lutas

com a única e serena certeza,
de que nem homens e nem guerras me fariam mudar

fecho os olhos pra chuva e lembrando do seu sorriso, eu faria tudo outra vez.
mas não mentiria sobre nada, não esconderia o sorriso de te ter aqui
pra você sentir vontade ficar um pouco mais.

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