O dia que eu percebi que admiro – pra cacete – o Rocky Balboa

10set13

Uma vez, enquanto eu passeava pelo filmow, eu parei no filme do Rocky. É, aquele do lutador – que salvou o Stallone de ser um mendigo – que sempre apanha pra cacete e sofre as dores da vida, mas no fim consegue virar o jogo e mostrar que é fodão. Eu lembro de passar a lista de comentários e ler um monte de coisa, até parar em um que dizia algo mais ou menos assim: o Rocky foi minha figura paterna, me ensinou como um homem tem que agir.
Acho que esse foi um daqueles momentos aonde acontece alguma coisa dentro da nossa cabeça, tipo um feeling, sabe? E desde então eu percebi a grandeza dos filmes do Rocky. Ok, talvez não de todos, algumas das continuações são realmente vergonhosas, mas toda a ideia, a figura do Rocky. Entende?
Me peguei pensando que alguns filmes são assim, um pouco mais do que só filmes.

Não sei se consigo ser claro o bastante e fazer vocês entenderem exatamente o que eu quero dizer. Quando sentei pra escrever, pensei em 2 coisas que eu não podia deixar de fora. Primeiro é o Rocky. E a história do menino que contei ali em cima. Segundo é uma fala do Rocky.

Eu assisti os filmes dele completamente fora de ordem – lógico que não conto as mil vezes que vi quando pequeno, porque não lembro nadinha de nenhum – então, o primeiro que assisti foi o 6, o último se eu não me engano, que atende pelo nome de ROCKY BALBOA. E nesse filme ele já está aposentado, um pouco mais gordo e velho e tem um restaurante, aonde as pessoas vão lá tirar fotos e lembrar daquele tempo aonde ele lutava e vencia por aí.
Seu filho esta crescido, se eu não me engano, a esposa dele está morta faz algum tempo e como sempre, ele acaba fazendo tudo errado. E por algum motivo que eu não me lembro, ele corre o risco de perder tudo e ficar pobre, infeliz e voltar pra sarjeta.
Até que ele resolve voltar a lutar, mas só pra abrir uma escola de boxe e ter um novo sentido na vida… Quando ele enfim consegue sua licença pra estar de volta nos ringues, o atual campeão – que eu não lembro o nome – o desafia para uma luta. Aí a treta fica séria, porque todos dizem que o Rocky não vai conseguir, que ele vai tomar um coro e até mesmo o filho diz ter vergonha dele.

Lógico que no final do filme todas as coisas dão certo e todo mundo fica feliz e sorridente. E a vida parece uma festa.
Mas tem esse trecho. Um diálogo todo todo legal. Aonde o Rocky diz para o filho como a vida funciona.

 

é assim, não é?
Eu penso nesse diálogo mais do que eu gostaria de admitir. Mas é incrível. É muito real, a vida vai te jogar no chão mesmo. Sabe? E o que você faz depois? Decorem o diálogo todo, olhem bem pra cara do Rocky e absorvam cada palavra do que ele disser.
Por que a gente vai cair sempre, não é? E eu ouvi histórias de que a vida só funcionava pra quem sabia levantar. Não adianta só saber aonde você quer chegar se desistir na primeira vez que der errado.
O mundo faz tudo que puder pra você ser um a menos. E aonde ficam os seus sonhos? Acho que se você leu até aqui, quer dizer que alguma coisa tudo isso tá te dizendo.
E agora você deve estar pensando: sonhar é fácil, foda é quando a vida me acorda.
E eu sei, cacete. Sei que na teoria, nos nossos planos antes de dormir a vida é muito mais fácil. E sei que tem dias que a gente se sente um lixo e na verdade, se eu pudesse, hoje eu nem ia levantar.

Mas existe uma música do deluxe trio que ele canta que ‘falar não vai mudar, enquanto não fizer por você e por mais ninguém’.
E eu fiz disso minha verdade.

O que você fez hoje pra ser quem você quer ser? Eu tento evitar, mas não tenho tido paciência com pessoas que dizem com orgulho ‘hoje eu não fiz nada’. Cacete.
Eu já fui muito de não fazer nada. É tão mais fácil. Mais tranquilo. Mas me desculpa se não tenho mais cabeça pra isso. Um dia sem ir atrás do que eu quero ser, é igual a mais uma noite mal dormida. E enquanto eu digito aqui agora, na outra aba da internet tá aberto um simulado do enem, mais um entre uns 30 que eu já fiz. Sabe, o que tu pode escrever agora?

Acho que eu entendo aquele menino do filmow mais do que nunca, quando a vida parece uma droga.. Eu penso naquilo, de a vida não ser sobre quem bate mais forte, mas de quem aguenta apanhar mais forte e continuar de pé. E se as coisas são assim mesmo, como não admirar o Rocky? E seguir as palavras dele, amarra-las muito bem amarradas em nossa vida… E ir atrás do que a gente sabe que nasceu pra ser.  

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One Response to “O dia que eu percebi que admiro – pra cacete – o Rocky Balboa”

  1. “Não se trata do quão forte pode bater. Se trata do quão forte pode ser atingido e continuar seguindo em frente.”

    Esse filme é fenomenal. A gente apanha da vida toda hora, até quando “acha que se trancar dentro do seu quarto fará você se isolar do mundo”, ou algo assim.

    Run, run! Menino sonhador. 🙂 Sua determinação é determinante. ^^


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