navios

29maio13

a cidade enlouquece anunciando a sua presença.

essa semana eu comprei um barco. pra navegar por entre as águas calmas da tua paz. mas é impossível viver no mar sem passar por entre tempestades. e de remos em mãos eu me atiro nessas águas turvas que a cidade tenta esconder. a chuva entorpece até os sonhos mais lúcidos e só sobra toda história que a gente sempre gostou tanto de contar. navego pra tentar ir além de qualquer memória, navego pra não morrer na praia. 

navios estão sempre de partida. não me vejo como o teu porto, não espero pela tua volta sempre certeira. tampouco sou o teu farol de segurança no alto da montanha. eu sou a chuva. que causa todo esse maremoto. que te causa tanta preocupação. mas que às vezes, em noites mais difíceis canta na sua janela pra ajudar o sono chegar.

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