18mar13

Lembro que choveu tanto aquela semana, que no domingo a gente precisou jogar de volta pro céu todas as estrelas que tinham vindo pelo mar. O que era bem estranho na verdade, já que a gente morava no meio da cidade. Minha vó que mandou eu jogar assim pro alto, porque a lua é dona de todas elas e tem pézinho pequeno, não consegue nem chegar no asfalto. Então eu a vi, sentada no muro. A lua era uma garota de aparelho nos dentes, que brilhava tanto e era tão bonita, que eu comecei a ser feliz de repente. Ela sorriu, agradeceu, juntos todas as estrelas que joguei pro alto e um beijo no rosto me deu. Falou que ia embora, mas que a gente nunca se esquece de pessoas assim, e toda noite agora, antes de dormir, eu sei que ela brilha um pouquinho mais forte, só pra mim.

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