borboletas amarelas

10mar13

a janela tá aberta uns 3 dedinhos.
só assim já ta bom.
vendo a chuva chegar
anunciando que logo depois vem você.
na verdade, minha vontade mesmo
é de copiar todo aquele trecho
do cem anos de solidão
quando a úrsula grita ‘CARALHO!’
e a amaranta pensa que ela foi picada por um escorpião
e já pergunta aonde está?
o quê?
o animal.
‘aqui’, diz a úrsula e coloca um dedo no coração.
e depois quero dizer que é assim mesmo
que dói um bocadinho.
daquele jeito que a gente não faz a menor ideia do que fazer.
porque parece que foi ontem
ou que já faz um mês, ou um ano quem sabe
desde quando eu te vi pela primeira e pensei ‘caralho…’
e depois não pensei mais nada. não sabia o que pensar.
só que eu devia dar um jeito na minha vida
e arrumar uma forma de não te deixar ir embora
porque eu não queria mesmo que você me esquecesse
você é tão bonita, de verdade
então inventei motoqueiros com cabeça de fogo
cachorros que vivem de amor
maçãs envenenadas
e muitos e muitos dias de chuva.
e dizer que você tá toda errada,
quando pensa que eu sei exatamente o que fazer.
porque você me roubou primeiro
então, por todo direito,
eu sou seu. 
bagunçando tudo e te fazendo querer me matar
ou chegando mais cedo, só pra ter uns minutos a mais.

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