marinheiro

22ago12

eu vivo aos poucos.
de solidão em solidão.
tampando buracos, escrevendo poemas de amor.
rompendo meus devaneios,
e te escondendo na minha gaveta.
pelo menos aquele pedacinho que você deixou aqui,
é o mesmo que sente saudades.

eu vivo aos poucos.
colecionando janelas quebradas,
chamando seu nome, passando noites em claro.
um copo de café,
e um abraço seu na memória.
o telefone não toca, 
e eu ainda tenho o mesmo rosto no espelho.
é o mesmo que sente saudades.

eu vivo aos poucos.
com os ouvidos cheios de areia.
remando além desse mar, em águas mais calmas.
que sirvam pro teu bem querer.
a vista turva, os olhos cansados de tanto sal.
sua voz na minha garganta,
mandando eu não esquecer de como você era,
minha memória confusa, o seu coração que teima em bater.
é o mesmo que sente saudades.

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