olha só como as coisas são, um breve resumo sobre meus 3 últimos anos

19abr12

ontem eu voltei pro teatro.
– cacete, já fazia 3 anos desde a última peça.
lembra?

aquela que a gente só fez pra apresentar fora daqui.
eu fiz um moicano e eu morria no final.
na verdade, eu era uma fada – é, muito engraçado. eu sei.
pelo menos eu me via como uma fada,
e o personagem da Bárbara (o Sonhador) também me via assim.
mas a Mãe (a Renata) dizia que eu era um erro, ou uma enganação.

enfim, acho que foi uma das melhores peças que eu já fiz.
morri de amores por aquele texto.
e foi minha última peça.

depois a vida mudou. ou eu mudei.
sei lá.
um pouco antes dessa peça da fada eu tinha ajudado o Arilson na direção de outra.
e foi uma das coisas mais legais que eu fiz.
sério, é ver sua ideia básica e tosca tomando forma.
tá ligado naquele pensamento que você tem no meio da rua e chegando em casa tu escreve por bobagem?
pois é…
aah, e também teve um vídeo. aquele meio famoso do Bullying – clica no nomezinho que vai no youtube pra vocês assistirem. e com isso eu tive certeza: eu preciso trabalhar com isso…

então, depois da peça da fada eu fiquei longe…
e eu me maravilhei com os filmes e me senti idiota por nunca ter acompanhado tanto o cinema.
mas mesmo assim é um mundo distante, sei lá. a gente sempre dificulta tudo.

ano passado teve aquele  festival de curtas.
sobre meio ambiente e alguma porra nesse sentido já que eu não lembro mesmo…
mas só as escolas podiam participar, ou alguma coisa como escola (no caso, o grupo de teatro resolveu fazer alguma coisa também).
as meninas bonitas iriam participar.
então, faltando poucos dias pra mandar o vídeo a Aline disse: Dan, ajuda com o roteiro?
e eu escrevi 3 histórias e falei: escolhe.
escolheram a que parecia menos pior e por mim ok.
daí elas me chamaram pra ir dirigir o curta também.
e eu fui.
e no fim acabei participando também, coisa de 3 segundos, mas apareço por lá.

enfim, elas editaram. mandaram e tals.
um tempo depois elas falaram que iria ter a premiação.
que iriam passar todos os curtas.
mas, oficialmente eu não podia ir porque elas não podiam ter tido ajuda de ninguém (e também, eu já tinha marcado de levar a Mah Moreno no brotão).
– então, não contem pra ninguém. ok?

enfim. depois que eu deixei a Mah em casa, eu desci no centro.
pra andar. pra exercitar.
e a Aline e a Laira estavam por lá.
e o que era mais bonito, elas estavam com as coisinhas do prêmio de melhor curta na mão.
ou seja, ganharam!!! *-*
– em cima daqueles panacas do novo grupo de teatro da cidade, odeio eles.
e eu me senti o próprio Woody Allen que ganha prêmios e nunca está por perto pra receber. -q

isso me faz sorrir ainda. e penso que talvez eu leve jeito pra coisa.
ou não, talvez só tenha um pouco de sorte.

dai, em Bauru eu vi um cartaz sobre um teste. pra um grupo grande de teatro.
importante.
e passei. foi fácil. eu sabia como fazer tudo aquilo.
mas eu não continuei. mas entre aqueles 60 ou 70 candidatos, ter o meu nome e só de mais uns 5 ou 6… foi uma coisa linda demais!

e nisso eu achei uma garota por aí, ou ela me achou.
não sei muito bem. mas é legal.
e ela faz teatro. e, por algum motivo, isso me deixou com absurda vontade de voltar a fazer coisas.
sabe, como se ela me fizesse querer voltar a ser eu mesmo.
(algo estranho assim)

então na páscoa eu fiz uma oficina de improviso. e foi absurdamente insana *-* foi linda, super linda.

e no sábado eu vi no jornal, que o Arilson ia fazer uma oficina de teatro. só 3 ou 4 meses.
perfeito!
falei com o Arilson e ele falou que ia ser ótimo se eu voltar e voltei.
ontem.
sei lá, esse é meu mundo. aquele é meu lugar. minhas coisas.
aquilo que eu sei fazer.

e agora tô aqui escrevendo.
sorrindo e pensando nas coisas legais da vida.
sabe, como na música do Dance Of Days: sempre digo que consigo, às vezes até acredito e às vezes até que me dou bem.

e pra quem leu tudo isso até agora, obrigado por estarem aqui.
sério.

a vida é engraçada pra cacete.
e isso não é uma lição de moral, não é nada. só termina assim: vai fazer o que te faz feliz. sabe, a gente sempre sente meio que mais ou menos aonde é o nosso lugar. então não dúvida. não faz o que é mais fácil. vai atrás. arrisca mais. faz o que tiver que fazer. mesmo que tudo dê catastroficamente errado. faz essa porra toda valer a pena.
e vai ser feliz.

tudo isso é absurdamente sério.

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2 Responses to “olha só como as coisas são, um breve resumo sobre meus 3 últimos anos”

  1. gosto de te ver assim, guri.
    porque você é o cara que merece tanta coisa bonita…

  2. É simplesmente muito foda fazer tudo certo no que te faz feliz
    eu sempre disse que algo que precise de mais de uma pessoa, ou seja mais que você só da merda
    Mas é isso aí, eu sonho em fazer Teatro, queria que tivesse um espaço pra mim em alguma peça, e que eu tenha tempo de ensaiar
    Eu queria fazer um louco, alucinado por fazer maldade


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