15abr12

Na madrugada a gente se enfrenta. E quando isso acontece, nossa única opção é ficar meio maluco. Por isso escrever. Como se nossas palavras fossem a única saída. Meu celular fica em silêncio, eu grito e ele não responde. Ninguém chama meu nome. Talvez eu devesse morrer de amor pra aprender a viver. Ou, isso é só outra história mal contada, sobre outra noite que não passa. Escrever é uma droga. Ainda mais quando a gente tenta suprir as necessidades de alguém, quando tudo precisa ser bom o bastante e todas as palavras geniais. Mas ninguém é tão bom assim. Pra minhas palavras fazerem sentido, primeiro precisa doer. Carne. Sangue. Os poetas não vivem. Eles sentem. Sentir é um carma. É o fim da sua vida. O mal do nosso século é amar demais. Talvez ela fosse todas as minhas respostas, mas ninguém tem a obrigação de ser nada pra ninguém. Talvez nunca significasse nada, mas agora eu preciso dormir. E o nome dela não sai da minha cabeça. Como tentar mandar o despertador calar a boca. Uma hora ele sempre vence. E nossa vida corre ao contrário. A minha correu. Por isso eu escrevo. Porque toda minha vida tá correndo ao encontro da vida dela. E tudo bem, tudo realmente bem.

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