blog, unesp, tavares, ‘omaioridiotadomundo’, woody allen, dia 11 e mais um monte de coisa. que na verdade, não fazem sentido algum se você parar pra pensar

01abr12

Eu terminei meu livro. Não faço a menor ideia do que isso quer dizer. Sei lá, pensem comigo: tenho 19 anos. E a coisa mais gratificante que eu me imagino fazendo é dirigindo meu fusca azul em algum fim de tarde, tocando o ‘From Under Cork The Tree‘ até distorcer e acelerando um pouco de vez em quando, pra lembrar que eu tenho o controle das coisas.
“O MAIOR IDIOTA DO MUNDO” – meu livro – tem mais ou menos 209 páginas. Eu mandei pra algumas editoras. Na verdade, acho que eu fiz isso mais pra ter no que pensar. Tipo, algo pra ter fé. Porque eu aprendi assim: quando as coisas estão confusas, a gente tem que se agarrar em alguma coisa. Algo que nos faça seguir em frente.

Eu tenho problema com finais.
É sério isso. Não importa quantas vezes eu leia o final do meu livro, eu sempre vou pensar: cacete, isso podia ser diferente. Mas eu não sei o quão diferente. Não sei se tornei tudo real demais pra mim. E mudar agora parece bobagem. Já que nossa vida toda é toda assim. Eu sempre lembro do “APANHADOR DO CAMPO DE CENTEIO” (o livro do Salinger. Não sabe quem é o Salinger? Fecha meu blog e vai ler) daquela parte que o Caulfield diz que quando ele termina um livro e o livro é bom pra cacete, ele sente vontade de conhecer o autor. Sabe, bater um papo, perguntar sobre a vida. Ou só conhecer, mesmo sem dizer nada demais.
Me pergunto se sou assim. Entende? Se pelo monte de bobagem que eu escrevo, vocês – do outro lado da tela – se perguntam: será que o Dan é um cara legal? Sei lá. Sempre que penso sobre isso tenho a impressão de que seria meio decepcionante pra alguém me conhecer. Sério.

Quer saber quem eu realmente sou, pergunta pra quem não gosta de mim. É um conselho, faz da opinião dele como teu conceito.
Palavras são só palavras. A gente se faz de inteligente pra ganhar uma coleção de estrelas douradas. E no fim não sobra nada, as estrelas desaparecem. É certo  isso, como um adendo: é impossível você olhar pro céu agora e dizer se todas as estrelas que estão brilhando, realmente existem. É fato. E o mais engraçado disso é que a gente pode ver. Mas isso nem quer dizer que estejam lá.
Uma vez encontrei uma amiga na rodoviária de Jaú, fazia anos que a gente não se falava – na verdade, a gente nunca se falou muito. E no esquema sub-insano de esperar 1 hora pelo ônibus pra ir pra casa, a gente começou a inventar nomes para todas as pessoas que passavam ali por perto – e isso é muito divertido. façam.
Então ela fazia enfermagem e eu disse que eu tinha passado na Unesp, pra fazer artes. Ela disse: nossa, mas você sempre foi inteligente, não é?
E eu disse: não.
Ela insistiu. E eu descobri que isso já tava certo. Pra ela. Que talvez, pra ela, eu fosse inteligente e soubesse das coisas.

Agora eu to aqui. Eu larguei a unesp, vocês já sabem disso (e talvez ela saiba e agora pense: ok, ele não é tão inteligente assim. E nessa semana o Tavares saiu da Fresno. E eu pensei: cacete. Depois não soube muito bem o que dizer. Só que ele teve um bilhão de motivos, que ninguém nunca vai entender. E mesmo assim ele fez o que devia fazer. Então, eu pensei, foda-se. Sabe, sobre tudo o que vocês pensam.
Acontece que meu dia hoje foi lindo. E meu coração sorria toda vez que meu celular acendia com seu nome – mas isso não quer dizer nada, vocês sabem, é tudo bobagem. Então eu lembro dia 11 e penso: aquele foi um dia do cacete.

E fim. Porque minhas lembranças boas são minhas. E com vocês eu só divido meu sorriso.

Mas como a vida é confusa pra cacete. E não faz sentido algum, então a gente martela a cabeça na parede, rindo sem parar, pensando que talvez tudo seja uma grande peça. Uma comédia escrita pelo Woody Allen (porque ele é Deus e Jesus, lembram?) e que agora todo mundo vai rir com nossas desgraças que soam tão improváveis que a gente nem sabe pra onde correr. Mas tá tudo certo.
Aprendi isso uma vez: nem todos os dias serão bons. Da mesma forma que nem todos os dias serão ruins. Então relaxa. A vida te leva. Vai sobrar carinho (se faltar estrada ou carnaval). Vai ter amor. Alguns amigos vem e vão. Alguns dias vão parecer o fim do mundo. Mas sei lá, as vezes você consegue rir sobre tudo – lembrar que tu é um idiota – e fazer um livro.

Por falar nisso, se alguém quiser ler, me passa o e-mail. Sério. Com calma agora: QUEM QUISER LER MEU LIVRO, ME PASSA O E-MAIL QUE EU MANDO. não precisa ser por aqui. sei lá, to em tanto lugar.

Então eu cansei. Sério. Isso tudo é meio confuso. E ninguém precisa ler nada disso. Eu vou tentar fazer uma coisas diferentes aqui pelo blog. Sei lá, só porque a vida toda tomou um ar tão diferente.
Sejam felizes. Independente do que o mundo tente te dizer.

 

 
“APRENDER A CONTAR AS COISAS BOAS…
E DEIXAR A VIDA SIMPLESMENTE SEGUIR” 

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2 Responses to “blog, unesp, tavares, ‘omaioridiotadomundo’, woody allen, dia 11 e mais um monte de coisa. que na verdade, não fazem sentido algum se você parar pra pensar”

  1. eu quero ler o livro, quero muito.

    (camila_cs_996@hotmail.com)

  2. Talvez eu não seja a pessoa ideal pra falar de outras pessoas
    Eu sou estranho
    Critico até demais, eu acho mais importante os defeitos do que as qualidades, e só dou valor nas qualidades depois que os defeitos estão certos a minha ideia
    Escrever um livro não é fácil
    Tento até hoje!!! Tenho milhões de ideias
    Eu quero ler seu livro!! manda pra mim!!!????


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