Carta

11mar12

Eu só sabia seu nome.
Mas imaginava o teu sorriso.
E tive medo de que só isso bastasse.
Bastou.
Pra eu não deixar de pensar em você e me sentir um idiota por isso.
É engraçado como essas coisas funcionam:
mesmo sua respiração estando tão longe,
eu já sinto teu ar tão mais perto.
E isso me fazia querer sorrir.
Talvez se eu não fosse tão problemático pra falar com garotas,
se meus pés não me parecessem grandes demais…

Mas fica pra outro dia.
Ouvi dizer que grandes histórias demoram pra dar certo.
E amanhã eu vou estar mais longe ainda.

Mas fica assim, como um pedido.
Aquela velha música de acordes confusos.
Pega na minha mão e olha pra mim:
– “não vá me esquecer”.

E isso é uma ordem.
E um beijo.

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