De longe

11dez11

Era começo de dezembro.
E as cores não coloriam nem as fotos na parede.

De longe eu não te via sorrir.
De longe eu procurava teus olhos, que na verdade, procuravam os olhos dele.
De longe, daqui de longe, você é tão bonita.

Ele seria um idiota se não olhasse pra você. Mas ele olha, to dizendo.
Só finge depois.
Mas ele te olha.
E eu te daria meus olhos pra você se ver como eu te enxergo.

De longe eu não consigo dizer.
Talvez por isso eu vá pra mais longe ainda.
Pra fazer parte de um passado todo que eu escrevi
– e leva seu nome, mas eu não vou dizer, é bobagem.
Porque de longe, a noite chega e a gente dorme sozinho,
tentando entender pra que lado a vida quer correr,
e porque não está querendo nos levar.

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