Um ano de BRASA

15set11

Eu lembro como se fosse ontem.
Porque praticamente foi mesmo.

Acordei cedo e atualizei o trama virtual um bilhão de vezes.
Até aparecer as primeiras músicas.

‘Seu delegado venha ver que confusão, estão mandando brasa, no meio do salão..’
E começava a destruição. Se existe uma palavra pra definir o Brasa, essa palavra é INSANO – assim mesmo, com letra maiúscula  e muito bem pronunciado.
Já faz um ano. E pensando sobre isso.
Se faz um ano que o Zander lançou esse cd.
Faz pelo menos 2 anos que eu sou fã deles.

E desde sempre tem aquilo.
Sabe, aquele negócio que poucas coisas fazem. De surgir aquela vontade de levantar da cadeira e sair mudando um pouco as coisas. Aquela coisa que aquece o peito e você ouve e pensa: caralho! *-*

Que eu não prometo nada,
nem estou aqui para dizer
O que se deve fazer.
Apenas mostro os cortes pra não perder
O foco e a direção
e eu sei que a gente fica pra traz se não puder vencer
O medo de escutar nossa própria voz.

Foi assim no show, tem aquele outro post.
Que me deixa rouco só de pensar.
Quando uma música é boa, ela te arrepia.
É assim com aquela ‘ I’ve got a dark alley and a bad idea that says you should shut your mouth‘ do fall out boy.
Mas, quando um cd é bom. Você quase pode fechar os olhos e encontrar os segundos de sua vida junto com as músicas.

É assim.
Um ano, caralho.

Eu penso no que mudou.
No que eu mudei sem perceber.
No que mudou e logo depois mudou de novo e agora parece o mesmo.
No que nunca vai mudar.

E eu acabei de voltar da rua. Eu estava na choperia. Com minha família.  Fui ver o Buiu tocar. Acho que é uma coisa que eu nunca vou cansar. E hoje ele tocou cavaquinho. E tava todo mundo de sempre lá – sabe, aquele galera que curti, que está sempre por perto. E de um certo modo você acaba criando uma afinidade… E tinha o Daniel na bateria, o Juliano no baixo e o Diogo na percussão.
Por falar nisso, eu sei uma história ótima sobre o Diogo, mas não é pra agora. Porque é o tipo de história que a gente só conta pra quem acredita.
Pra mim é assim: existem pessoas que a gente conversa sobre o trabalho, sobre a música na rádio, sobre os filmes na TV – essas pessoas são ótimas. Mas existem aqueles que a gente conversa sobre sonhos, sobre nossas músicas, nossos filmes. Essa história é pra esse tipo de pessoa, pra quem acredita em coisa que as vezes somos velhos demais pra acreditar.

Enfim, tinha a banda do Buiu.
E a noite cantando no meu ouvido. Quando a noite canta você precisa parar pra ouvir. É lindo.

Quando acabou voltei dirigindo.
O bom, velho e famoso fusca azul de elefante na porta – é, é sério, ele tem um elefante na porta mesmo.
E nessa hora eu pensei: quem diria. Há um ano atrás, carta de motorista parecia uma coisa impossível.

É, os ventos mudam pra cacete em um ano.

E só pra concluir.
O dia de um ano atrás foi incrível. Não posso deixar de dizer.
Mas eu gosto de parar por aqui.
Ponto final.
São aquelas coisas que a gente guarda só pra gente.
Porque ninguém mais lembra mesmo.
Então a gente meio que fica mesquinho.
Tipo, ‘essa lembrança é só minha e ninguém vai nem chegar perto’.
É bem assim.
Eu não ousaria tentar esquecer. A gente não esquece de quando é feliz.
(Seria idiota esquecer também).
Porque, quando as coisas se apertam. É nisso que a gente se segura.
Bem forte, com as duas mãos.

E amanhã eu vou me odiar por ter escrito sobre isso. Mas agora é madrugada e por deus, eu quero postar.
Acontece que de vez em quando a gente precisa dizer.
E eu sempre minto nessas horas.
Faço como todo mundo faz.
Acenar a cabeça e dizer ‘tá tchudo bem’.
Mas eu tenho nojo enorme de quem é assim.
E por consequência, as vezes tenho nojo de mim.

Então chega.
Amanhã é feriado e dia de andar.
E se me perguntarem, vou dizer que a gente resolveu se respeitar.
E sabe, obrigado por perguntar.

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One Response to “Um ano de BRASA”

  1. “De surgir aquela vontade de levantar da cadeira e sair mudando um pouco as coisas.” A mudança cochila dentro de nós. A mudança é despertada por essas influências- Zander pra você, Pessoa pra mim.
    “Pra mim é assim: existem pessoas que a gente conversa sobre o trabalho, sobre a música na rádio, sobre os filmes na TV – essas pessoas são ótimas. Mas existem aqueles que a gente conversa sobre sonhos, sobre nossas músicas, nossos filmes. Essa história é pra esse tipo de pessoa, pra quem acredita em coisa que as vezes somos velhos demais pra acreditar.” Você é isso pra mim. Melhor definição para você ter noção do quanto é importante na minha vida.
    E cara, você não vai apagar esse post… porque as coisas mais lindas que você escreve são as coisas espontâneas, que como você mesmo diz, escreve sem pensar muito no que vai escrever.


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