Sobre Woody Allen II

14jul11

AVISO: esse post é continuação desse outro sobre Woody Allen. E vai ser tão nerd e irritante quanto o outro. É um post de quarta? Sim. Mas é outro que eu venho fazendo faz tempo e é pra mim. (:

“Na maioria das vezes, sinto-me decepcionado com meus filmes”.

Hoje é dia 14 de julho.
E a diferença desse post para aquele outro é que eu já devo ter visto metade dos filmes dele. Mas agora não vou falar de todos, porque fica chato.
Bom, Woody Allen tem 75 anos. E com 15 começou a escrever seus primeiros roteiros e a trabalhar na rádio.

Era mais respeitado como comediante do que como cineasta – tanto que ele tem um cd, de uma apresentação dele, que chegou a concorrer ao Grammy.

Certa vez eu vi uma entrevista em que ele dizia que é absolutamente neurótico. Não gosta de dirigir, não gosta de calor, nem de sol. E odiava sair de Nova York.

Pensando bem, se eu morasse no centro de Nova York acho que eu também iria achar absolutamente idiota sair da minha cidade.

Alguns de seus filmes soam como uma declaração de amor à cidade, o que é o caso de ‘Manhattan’. Marcado pela bela fotografia, Woody Allen mostra uma cidade deslumbrante enquanto conta a história de um escritor divorciado que se frustra ao ver sua ex-esposa contando todos os desastres do seu relacionamento em um livro. E, enquanto isso, ele se apaixona por uma garota de 17 anos… O filme é todo preto e branco, mas você descobre que a cor é só um detalhe…

Por falar em preto e brando, ‘Brodway Danny Rose’ (também sem cor), é o primeiro filme do Allen com um tom mais policial – claro, sem perder o humor. Danny Rose é um agente de teatro que se apaixona pela namorada de um gângster, o que faz a máfia toda o perseguir.

Esse estilo de personagem atrapalhado e sem reação perante as coisas se tornou característica dos seus filmes –  assim como as histórias de amor que lembram poesia e te fazem sorrir.
Símbolo disso é um de seus filmes favoritos ‘A Rosa Púrpura do Cairo’. Com um de seus melhores roteiros, Allen conta a história de uma moça perdida em sua vida sem graça. Apaixonada por cinema ela vai ver todos os dias o mesmo filme, até que o personagem do filme se apaixona por ela e sai da tela para conseguir a conhecer.
Ao melhor estilo Kaufman (Brilho Eterno) os outros personagens do filme também param e ficam andando pela tela esperando o personagem voltar e os atores de verdade são chamados e acabam tendo divertidas conversas com eles mesmos. Recomendo muito! *-*

Também sobre esse surrealismo, ‘O Dorminhoco’ me fez chorar de rir, mesmo tendo uma história já batida. Um clarinetista é congelado e acorda 200 anos depois. Mas as situações  são tão hilárias.. – aah, esse filme tem também uma ponta politica, umas questões de revolução… algo como ‘1984’ do Ornwell.

‘A Outra’ tira o Woody Allen de cena e ele escreve pra excelente Mia Farrow tomar seu lugar como uma escritora que se muda pra um apartamento, pra escrever um novo romance. E o quarto ao lado funciona como um consultório de psicanálise.

Mia Farrow foi, por muito tempo, a base e a inspiração de seus filmes. Casados até 1997, Allen nunca perdeu a chance de escrever personagens pra ela… O que também acontece no ‘Simplesmente Alice’. A história de uma moça que vive na futilidade de shoppings e estúdios de beleza, até conhecer um músico. Então, confusa com tudo, procura ajuda médica e encontra o Dr. Yang que receita ervas.
E essas ervas à fazem voar, ficar invisivel, perder inibições e até se apaixonar…

Eu lembro que no fim do outro post eu tinha acabado de baixar ‘Você vai conhecer o homem dos seus sonhos’. É um mais fraco, eu acho. Faz parte de sua safra de filmes um pouco mais tristes, mas que ao mesmo tempo tem aquela coisa de seguir em frente. A história começa deixando bem claro essa coisa de todos estarem em busca de um novo amor… O filme é gostoso, pra ver a tarde. Não é memorável, mas é bonito.

‘É muito difícil fazer sua cabeça e
seu coração trabalharem juntos.
No meu caso, eles não são nem amigos’.
– crimes e pecados.

‘Bem, eu sou meio antiquado. Eu acredito não acredito em relações extra-conjugais. Eu acho que as pessoas deveriam se acasalar para o resto de suas vidas – como os pingüins e os católicos’.
– manhattan.

‘Você pode viver até os cem anos se abandonar todas as coisas que fazem com que você queira viver até os cem anos’.

Penelope Cruz (sensual) e certeza pro próximo filme dele, no fim do ano *-*

‘Separei-me de minha esposa porque ela era terrívelmente infantil. Uma vez, eu estava a tomar banho na banheira, e ela afundou todos os meus barquinhos sem nenhum motivo aparente’.

‘Amar é sofrer. Para evitar sofrer, não se pode amar. Mas, então, sofre-se por não se amar’.

‘Eu caminhava pela floresta pensando em Cristo. Se ele era carpinteiro, quanto será que cobrava pelas prateleiras?’

‘- Eu dormi com uma pessoa por dinheiro. Isso faz de mim uma prostituta?
– Não. Só pela definição do dicionário’.
– neblinas e sombras.

‘Faço análise há trinta anos e a única frase inteligente que já ouvi do meu analista é a de que preciso de tratamento’.

‘Talvez os poetas estejam certos. Talvez o amor seja a única resposta’

Fim.
Dúvido que alguém leu tudo!

Bom, termino esse post rezando para que ‘Meia-noite em Paris’ venha passar em Brotas. – mas eu dúvido que venha.
Só o cartaz já me encanta tanto! *-*
(cliquem no cartaz que ele aumenta #fikdik)

Filme de sucesso no Cannes.
É poesia. É lindo.

Sejam felizes.
força!

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