Desconhecido x Shakespeare

26jun11

Hoje eu escrevo como Dan.

Sem personagens, sem histórias inventadas.

Ontem, eu tava lembrando do filme ‘Comer, rezar, amar’ – eu sempre lembro de coisas malucas quando estou sentado esperando o Renan passar aqui – e tem uma frase ótima da personagem do Javier Bardem. É tipo um diálogo na verdade, dele com a Julia Roberts.
Ele fala coisas sobre o amor ser complicado e diz que é normal termos o coração partido, na verdade é até bom, porque daí quer dizer que tentamos algo de verdade. Então ela diz que isso é loucura, que o coração dela se partiu com tal força que depois de 2 anos ela ainda sente doer.
Aí ele diz que ele é do Brasil. É capaz de ficar 10 anos sofrendo de coração partido por uma mulher que ele nunca chegou a beijar.

Na verdade, eu acho que me perdi.
Tipo, eu só queria falar um oi. E lembrei disso.

Ando meio sumido, eu sei. Vou tentar postar algo pelo menos umas 2 vezes na semana. Ou não. Sei lá. Hoje eu tava pensando sobre isso. Acho que essa empreitada não dura mais muito tempo, quer dizer, acho que os comerciais daqui a pouco ficam obsoletos e todos já sabem que cigarros fazem mal à saúde. Então é só mudar de programação.

Mas ainda não. Ainda preciso deixar a Tv ligada.

Eu podia te pedir em casamento. Ou, sei lá, a gente poderia alugar uma casa, ter muitos animais e viver como der. Só não esquecendo de sorrir.

Eu sei, sempre fui antigo. Sou de poesia, de cinema, de mãos dadas. Sou de sorriso, de deitar na cama, fechar bem os olhos e pedir pra Deus te proteger. Ainda te espero sorrir pra poder sorrir também. Sou assim.

Eu sei, você não liga pra essas coisas. Mas eu posso imaginar um sonho lindo, todo feito pra ti.

Ti.
Eu amo falar assim.

Ah, eu vi o ‘Manhattan’ do Woody Allen, tem uma cena ótima que eu preciso contar! Tem algumas pessoas sentadas numa mesa, entre elas o Woody Allen. Não lembro qual era o assunto, mas ele diz que existem 2 tipos de pessoas. Daí ele faz a seguinte pergunta:
– Se você estivesse em um prédio em chamas e de um lado do corredor tivesse uma pessoa completamente desconhecida desmaiada e do outro lado tivesse uma obra original de Shakespeare nunca vista, qual você salvaria? Lembre-se, você só tem tempo pra salvar um.

Respondam.
Não precisa ser uma obra de Shakespeare, isso afeta pouca gente no Brasil. Sei lá, imagina um disco demo dos Beatles que ninguém nunca ouviu, ou um sexto livro do Douglas Adams, ou a última  Les Paul feita pelas mãos do próprio.

O que você salvaria?

Boa noite.
Amanhã eu volto.

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5 Responses to “Desconhecido x Shakespeare”

  1. a pessoa, claro. Sei lá, amo demais artes e literatura. Mas sou humana, é óbvio que sentiria compaixão… Semelhante atrai semelhante… não deixaria ninguém morrer sem que eu tentasse algo para salvá-lo

  2. 2 Bih

    “Eu sei, sempre fui antigo. Sou de poesia, de cinema, de mãos dadas. Sou de sorriso, de deitar na cama, fechar bem os olhos e pedir pra Deus te proteger. Ainda te espero sorrir pra poder sorrir também. Sou assim.”
    Eu também.

    Droga, nunca sei o que responder em questões assim.
    Na verdade, eu poderia fazer uma lista de argumentos sobre as duas possibilidades, mas acho que no final morreria tentando salvar ambos.

  3. Cigarros fazem mal e tem pessoas que fumam ainda, tudo tem um fim, basta entender que assim que tais coisas tem que mudar, da-se fim as quelas antigas não mudadas

  4. 4 soalgumasletras

    Huun, a pessoa mas acho que a salvaria se eu pensasse caso contrário sairia sozinha sem nenhum dos dois.

  5. 5 anaspera

    A pergunta me atormenta. Substituindo a obra inédita do Shakespeare por um único exemplar do oitavo livro do Harry Potter, por exemplo, é tentador demais deixá-lo se queimar. No s primeiros três segundos, meu corpo inteiro concorda em salvar o livro. Mas depois, um pedacinho do meu corpo trava e pensa: é alguém. Alguém que ama alguém e que é amado por alguém, ou alguém que, de acordo com a última faixa daquele disco, precisa de alguém e consequentemente, alguém precisa desse alguém, que está ali, desconhecido pra você. É confuso. Me sinto mal por me sentir confusa. Talvez se a sociedade não tivesse escrito que se deve salvar o outro sem pensar duas vezes, eu não me sentiria atormentada por me sentir confusa. Talvez eu deva arder no fogo do inferno por querer loucamente o único exemplar. O que me aparenta ser o mais provável. E tudo isso me leva a mesma dúvida, mas agora com o livro em desvantagem. Então eu pensaria tanto, que a pessoa desconhecida desmaiada, o único exemplar da continuação daquela grande história e a mim, queimariam. E eu ficaria classificada como suicida inconsciente, ardendo no fogo do inferno.
    Me senti na necessidade de responder essa pergunta.


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